Como funciona o bafômetro?

bafometroHá mais de um tipo de bafômetro, mas todos são baseados em reações químicas envolvendo o álcool etílico presente na baforada e um reagente – por isso, o nome técnico desses aparelhos é etilômetro. Os dois mais comuns utilizam dicromato de potássio (que muda de cor na presença do álcool) e célula de combustível (que gera uma corrente elétrica). Este último é o mais usado entre os policiais no Brasil (veja como ele funciona em detalhes no quadro ao lado). E põe usado nisso.

Com a nova legislação, o motorista que for flagrado com nível alcoólico acima do permitido (0,1 mg/l de sangue) terá que pagar uma multa de R$ 955, além de ter o carro apreendido e perder a habilitação. Se estiver muito bêbado (níveis acima de 0,3 mg/l), ainda corre o risco de ficar em cana por 6 meses a 1 ano – a menos que tenha guardado uma boa grana para a fiança, que pode chegar a R$ 1 200.

E pode se preparar porque, se a lei pegar, qualquer cervejinha vai ser motivo para dor de cabeça. Esse aparelhinho portátil é mesmo capaz de medir toda e qualquer concentração de álcool no sangue do motorista. E é mais fácil convencer seu amigo a ficar na Coca-Cola que enganar a tecnologia. Se ainda tiver alguma dúvida, veja os nossos testes no boxe aí ao lado

Digo o que tu bebes

Do sopro ao resultado: tudo sobre o bafômetro

Sopre aqui…

É necessário 1 litro e meio de ar para fazer a medição, um sopro de cerca de 5 segundos. Bem fácil, a menos que você seja um fumante inveterado.

Você dá um gole e, em poucos segundos, o álcoolcomeça a ser absorvido pelo estômago, cai na corrente sanguínea e passa em forma de vapor para os pulmões. O processo inverso é bem mais longo. Veja quanto tempo, em média, uma dose leva para desaparecer do seu corpo:

Um copo de cerveja (350 ml) – 1 hora

Uma dose de pinga, tequila ou uísque (50 ml) – 1 h e 15 min

Uma dose de vinho (150 ml) – 1 h e 25 min

• A Polícia Rodoviária Federal possui 500 bafômetros, para 61 mil km de rodovias. Seria 1 bafômetro para cada 122 km.

• Na cidade de São Paulo, há 60 aparelhos sendo usados em blitzes.

• A nova lei coloca o Brasil entre os 14 países mais rigidos do mundo, de 82 pesquisados.*

…E seja o que deus quiser!

• 0,1 mg de álcool por litro de baforada corresponde a 2 dg da substância por litro de sangue. Para atingir essa concentração, basta uma tulipa de chope ou uma taça de vinho.

• A margem de erro do aparelho é de 0,007 mg/l (para quantidades menores de 0,4 mg/l), ou seja, cerca de 1%, segundo o Inmetro.
* Fonte International Center for Alcohol Policies.

Muita química nessa hora

O passo-a-passo do funcionamento do bafômetro

1. Com a ajuda de um catalisador, o álcool expirado reage com o oxigênio presente no aparelho.

2. A reação libera ácido acético, íons de hidrogênio e elétrons.

3. Os elétrons passam por um fio condutor, gerando corrente elétrica. Quanto mais álcool, maior a corrente: um chip faz as contas e dá a concentração de álcool no sangue.
4. Ao fim do processo, sobra só água na forma de vapor.

Dá pra enganar o bafômetro? Nós testamos!

Nosso repórter – que tem 1,95 m e 80 kg – tomou duas taças de vinho (cerca de 300 ml). No teste “limpo”, o bafômetro acusou 0,18 mg/l. Então ele tentou roubar. Veja os resultados:

Técnica 1: tomar azeite

Teoria: Disfarçar o hálito alcoólico.

Resultado: 0,18 mg/l.

Conclusão: Não funciona.

Técnica 2: mascar chicletes

Teoria: Disfarçar o hálito.

Resultado: 0,18 mg/l.

Conclusão: Pode enganar a namorada, mas não o bafômetro

Técnica 3: encher a boca de carvão ativado

Teoria: Como é muito poroso, o carvão absorveria as moléculas voláteis de álcool na boca, antes que ele chegasse ao aparelho.

Resultado: 0,16 mg/l.

Conclusão: Funciona pouco. Não o suficiente para evitar uma perda de carteira.

Técnica 4: hiperventilação

Teoria: Inspirar muito ar e depois expirar tudo, repetidas vezes, com força e velocidade, por 20 segundos, aumentaria a concentração de oxigênio nos pulmões, diminuindo a concentração de álcool na baforada.

Resultado: 0,12 mg/l.
Conclusão: Reduz em quase 25% a concentração momentânea do álcool nos pulmões. Mas não se engane: essa variação dura pouco e só salva quem bebeu um copinho de cerveja. Se for mais que isso, a multa e a apreensão vêm do mesmo jeito.

Curiosidades sobre o Gás Lacrimogênio!

Substâncias químicas como o gás CS (Clorobenzilideno malononitrila) e o CN (Cloroacetofenona) são consideradas Gases Lacrimogêneo, que são substâncias que provocam irritação na pele, nos olhos e nas vias respiratórias, e passado a exposição a essas substâncias, os efeitos desaparecem. É considerado uma arma não letal pelo fato de não deixar marcas , apresentar baixa toxicidade ou causar óbitos nas pessoas.

Porém existe um grande perigo. Se o gás for aplicado em um ambiente fechado pode trazer complicações. Ao ar livre, o gás é dispersado e as pessoas tendem a fugir, minimizando o perigo. Porém, pra quem possue problemas pulmonares ou cardíacos, a pessoa pode passar muito mal, devido ao fato de o organismo, em uma açao de defesa, diminuir a quantidade de ar que entra, e pra quem não está com o pulmão completamente bom, pode trazer consequências graves.

CUIDADO COM ELE!

QUÍMICA FORENSE

A Química forense é a aplicação dos conhecimentos da química e toxicologia no campo legal ou judicial. Diversas técnicas de análises químicas, bioquímicas e toxicológicas são utilizadas para ajudar a compreender a face sofisticada e complexa dos crimes, seja assassinatos, roubos e envenenamentos, seja adulterações de produtos e processos que estejam fora da lei. Trata-se de um ramo singular das ciências químicas uma vez que sua prática e investigação científica devem conectar duas áreas distintas, a científica (química e biologia) e a humanística (sociologia, psicologia, direito).

A HISTÓRIA
A investigação química de crimes é muito antiga, sendo relatado que Democritus foi provavelmente o primeiro químico a relatar suas descobertas a um médico Hipócrates. Na Roma antiga já existiam legislações que proibiam o uso de tóxicos em 82 A.C. A forma mais usual de cometer assassinatos ou suicídios era através do uso de substâncias tóxicas, como o arsênico ou através de venenos como os de escorpiões. Isso se deve ao fato de que qualquer substância pode ser perigosa, dependendo apenas da dose administrada.

O primeiro julgamento legal a utilizar evidências químicas como provas ocorreu apenas em 1752, o caso Blandy.

Fonte: Wikipedia

A origem(química) da vida

Como a vida começou na Terra? Não conhecemos com segurança a resposta a essa questão, e por isso os cientistas formularam várias hipóteses e continuam discutindo – como sempre acontece nas questões difíceis. Mas todas as teorias têm pontos em comum.

Quando o planeta, no início uma massa de gases, esfriou o suficiente, foram se formando as rochas em sua parte mais externa e uma atividade vulcânica intensa encheu o espaço ao redor com vapores e gases como a água, dióxido de carbono, metano e muitos outros. Alguns desses gases desapareceram, reagindo quimicamente entre si ou com as substâncias das primitivas rochas. Outros permaneceram, formando a atmosfera: metano, amônio, água, hidrogênio. Não havia oxigênio naquela atmosfera.

Com o prosseguimento da queda de temperatura, o vapor de água se condensou, apareceram poças, lagos e os oceanos. Essa água era riquíssima em substâncias químicas. Sob a ação do calor, descargas elétricas, raios ultra-violeta, acabaram ocorrendo reações químicas com a formação de moléculas de um grande número de substâncias. Entre essas, com toda a probabilidade, já se encontravam os componentes mais simples das proteínas e ácidos nucléicos atuais.

Reações químicas posteriores acabaram dando origem a moléculas que tinham a propriedade de se reproduzirem, isto é, dar origem a outras moléculas iguais a si. Era o início da vida. Alguns cientistas acreditam que esse processo foi favorecido pelo fenômeno da adsorção que teria ocorrido sobre a superfície de argilas. Isto, de certa maneira, daria sentido à afirmação da Bíblia de que “do barro fomos feitos…”.

As condições ambientais mudaram muito desde aquela época. Elas não são adequadas, atualmente, para iniciar o processo que conduziu aos organismos vivos da atualidade. São, porém, apropriadas para permitir, possibilitar a sobrevivência dos organismos existentes.

Mas, se a vida tem por base reações químicas, se consome e produz substâncias químicas, obviamente, é necessário manter-se as condições ambientais em estado apropriado para a sobrevivência.

A presença – ao mesmo tempo, no mesmo lugar e em condições adequadas – de moléculas de substâncias capazes de dar origem a outras por sua vez capazes de se reproduzirem, na opinião de alguns cientistas, é um evento de tão baixa probabilidade que é possível ser o nosso planeta o único onde floresceu a vida. Essa baixíssima probabilidade dá até ensejo aos que, preferindo a verdade religiosa à verdade científica, achem que foi necessária a intervenção de um Criador para o surgimento dos seres vivos. Outros, porém, acreditam que a vida é uma decorrência, em condições favoráveis inevitável, das propriedades da matéria.

Espontânea ou criada, a Vida deve ser preservada – no sentido mais amplo, isto é, incluíndo todos os seres vivos!

QUÍMICA FORENSE: A ATUAÇÃO DO QUÍMICO NO CONTEXTO DA PERÍCIA CRIMINAL

AUTORES: LIMA, A. P. (UFPA) ; GUIMARÃES, P.E.B. (UFPA) ; CORRÊA, B. S. (UNAMA) ; DINIZ, V. W. B. (UFPA)

RESUMO: A Química Forense continua expandindo, tornando-se cada vez mais necessária, diante da criminalidade que ao longo dos anos tem evidenciado uma face sofisticada e procedimentos complexos de atuação. Esse segmento da Química é um meio seguro e eficaz na elucidação dos crimes de diversas naturezas com o uso de técnicas de diferentes leituras destinadas a este fim. Neste cenário, o químico assume fundamental papel no que concerne aos avanços e estudos de casos criminais, mas para que isto tenha sempre credibilidade, faz-se mister um contínuo suporte quanto ao aprofundamento em seus estudos, investimento em equipamentos de análise laboratorial forense, treinamentos e cursos de capacitação, a fim de que sejam postos em prática, suas diretrizes e operacionalidades a serviço da justiça.

PALAVRAS CHAVES: química forense, técnicas de análise química, perícia criminal.

INTRODUÇÃO: A Química em todas as suas modalidades é instrumento de interesse à área Forense, sendo utilizada por esta área de forma isolada ou associada a outras ciências, já que uma única investigação em um laboratório forense pode envolver vários tipos de cientistas. Portanto, a Química Forense é uma subdivisão da grande área do conhecimento que é a Ciência Forense e se encarrega da análise, classificação e determinação de elementos ou substâncias encontradas nos locais de averiguação ou ocorrência de um delito ou que podem estar relacionadas a este. O químico que exerce sua função sob uma perspectiva forense além de buscar a quantificação do analito no laboratório, deve também saber em que condições a amostra foi coletada, como foi armazenada e em que condições chegou ao laboratório, daí a importância do próprio químico responsável pela análise ir ao local do crime para fazer a coleta dos materiais forenses. Assim, o objetivo deste trabalho é informar o importante papel do químico como contribuinte no que tange a investigação de crimes, ilustrando algumas técnicas instrumentais de análise química introduzidas na criminalística brasileira e que este profissional pode dispor para desenvolver suas análises, a fim de fornecer subsídios que poderão ser úteis no contexto da perícia criminal.

MATERIAL E MÉTODOS: Os materiais de pesquisa utilizados para a composição deste trabalho foram os conteúdos fornecidos em mini-cursos, consultas em livro e sites, além de material oriundo de questionários de perguntas feitas a um perito criminal do Instituto de Criminalística (IC) do Centro de Perícias Científicas (CPC) “Renato Chaves”, atuante na área química. O método de análise procurou investigar quais as atribuições do químico enquanto cientista forense, qual a sua importância no âmbito da perícia criminal, quais as ferramentas de trabalho que este “detetive cientista” deve dispor para a realização de suas análises, quais as principais técnicas inseridas recentemente para uso em laboratório na busca por resultados mais precisos em um curto espaço de tempo, em que situações cada técnica poderá ser executada de acordo com os materiais forenses a serem analisados e por fim quais suas contribuições referentes ao combate ao crime.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: As técnicas instrumentais de análise química selecionadas para este estudo, de acordo com o trabalho desenvolvido por peritos criminais com especialidade pericial em Engenharia Química no IC do CPC “Renato Chaves” e com as bibliografias consultadas, oferecem resultados precisos, atendendo às necessidades de análises relativas a um grande número de materiais coletados em ocorrências policiais. Por Cromatografia Gasosa podem ser analisadas as drogas dos grupos Anfetaminas, Metanfetaminas, Xantina, Anestésico e Alcalóide, determinação de cocaína em urina, álcool no sangue e álcool e ésteres em bebidas alcoólicas. Por Espectrometria de Massa determinam-se: arsênio em urina, sangue e estômago, adulteração em fármacos e bebidas, autenticidade de perfumes e obras de arte, resíduos de disparo de armas, rastreamento e identificação de drogas ilícitas (heroína, cocaína, maconha, ecstasy) e a origem de bactérias e esporos em crimes biológicos. Através da Fluorescência de Raios X, identificam-se: resíduos de disparos de arma de fogo, procedência de drogas, alterações de moedas e cédulas (análise de pigmentos), traços de evidência de cena de crime (fragmentos de terra, areia, vidro, fibras, tecidos). O uso das técnicas supracitadas, aplicadas à área de Criminalística, gerou melhoria na qualidade das elucidações de casos de naturezas policiais, produzindo evidências sólidas para que as autoridades possam formar suas livres convicções a respeito da materialidade das provas apresentadas, facilitando assim o julgamento e a elaboração da sentença judicial.

CONCLUSÕES: Cientistas partem de um princípio básico da Química Forense que é o fato irrefutável de que todo e qualquer tipo de contato deixa um rastro e de posse das pistas, torna-se possível o início das análises, que devem dispor de equipamentos com sensibilidade e exatidão apropriadas para cada caso a ser investigado. Diante disso, químicos, juntamente com outros profissionais da área forense, ao aliarem a aplicação de seus conhecimentos científicos com os devidos recursos técnicos, oferecerão laudos periciais de qualidade, com vistas ao andamento processual mais prático e sentenças mais justas.

AGRADECIMENTOS:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA: ALEXIOU, A.D.P.; BRANCO, M.O.; BRANCO, R.C.P.O.; FARIA, D.L.A.; SALVADOR, V.L.R.; SARKIS, J.E.S.; SOUZA, L.W.C.;TOMA, H.E. Química Forense Sob Olhares Eletrônicos. Campinas/SP: Millennium Editora, 2005.

Material do mini-curso A Química na Perícia ocorrido no XLV Congresso Brasileiro de Química, ministrado pelo Perito Oficial Rosywaldo Cantuária – diretor do IC do CPC “Renato Chaves”. Belém/Pa, 2005.

A Multidisciplinaridade na Perícia Criminal. Disponível em: http://www.abcperitosoficiais.org.br/arti.htm. Acesso em: 18 junho 2007

PERÍCIAS – Químicos auxiliam Juízes a resolver disputas complexas

Os profissionais da Química encontram um interessante campo de trabalho na área judicial. A Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo informa que atualmente tramitam cerca de 5 milhões de ações cíveis nas varas e tribunais do estado. Muitas dessas ações envolvem produtos ou empresas do setor químico, desde o caso de uma consumidora que pleiteia de um fabricante de xampus uma indenização por danos causados aos seus cabelos, até os complexos casos de cunho ambiental. Há também ações trabalhistas, como a de um laboratorista interessado em receber adicional de periculosidade.

Nesses casos, como os juízes não possuem conhecimento técnico específico para resolver as questões, eles solicitam a ajuda de peritos. Enquanto na esfera criminal esses profissionais são obrigatoriamente funcionários públicos concursados, vinculados ao Instituto Médico Legal ou ao Instituto de Criminalística, nas áreas civil e trabalhista os peritos chamados pelo juiz têm atuação independente da máquina oficial. Devem apenas ser habilitados para tanto, ou seja, ter concluído curso superior, e também precisam estar registrados no conselho profissional competente, no caso da Química, no Conselho Regional de Química (CRQ) ou no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea). Também as partes litigantes precisam de assessoria técnica (denominados assistentes técnicos) em muitos desses casos, tornando ainda maior o mercado de trabalho especializado.

Preocupado em melhor atender à demanda por peritos e assistentes técnicos, o CRQ-IV empreendeu uma campanha para atualizar o cadastro dos profissionais interessados em atuar nesse campo, exigindo apenas ter concluído o curso superior há mais de cinco anos e estar em dia com o registro e as anuidades do conselho. “O nosso banco de peritos surgiu em 2003 para atender às muitas solicitações feitas pelo judiciário, ministério público e outros”, informou o gerente de fiscalização Wagner Aparecido Contrera Lopes, responsável pela criação e atualização do cadastro.

Como frutos da campanha, apareceram 422 candidatos, dos quais 222 foram pré-aprovados e contatados para que comprovassem os dados informados com documentos. “O Conselho, no momento, analisa os currículos dos selecionados”, disse Lopes. Estima-se que uma versão atualizada e impressa do Banco de Peritos do CRQ seja enviada ao Judiciário em dois meses. Nela os profissionais estarão organizados por áreas de especialidade.

Geralmente, os juízes costumam manter um pequeno arquivo sobre os peritos que nomeiam, registrando a especialidade de cada um, a qualidade dos trabalhos apresentados, a observância dos prazos etc. Mas esses dados são pouco compartilhados entre os colegas. Além desses registros, os magistrados podem consultar os bancos de profissionais como o da Associação de Peritos Judiciais do Estado de São Paulo (Apejesp) ou dos conselhos profissionais.

Conhecimentos desejáveis – Além de dominar sua especialidade, é conveniente que os peritos tenham noções de Direito, embora dispensável a formação jurídica formal. Atuando há 21 anos como perito judicial, o engenheiro químico Miguel Tadeu Campos Morata, pós-graduado em gestão ambiental, entende que para bem realizar perícias, o profissional precisa se sentir seguro quanto à rotina forense. “A perícia pode ser requerida por qualquer uma das partes, porém é o juiz quem a defere e nomeia o perito”, acrescentou Morata.

“É muito difícil conciliar a execução de perícias com um emprego ou outra atividade, porque o perito precisa ter disponibilidade de tempo para atender às intimações judiciais, efetuar diligências e vistorias em horários comerciais, entre outros aspectos”, disse Morata. Portanto, o trabalho pericial não deve ser visto como uma atividade complementar, “como um bico”.

Ao nomear o perito, o juiz fixa o prazo para a entrega do laudo e concederá cinco dias para as partes nomearem seus assistentes técnicos e apresentarem os quesitos que nortearão os trabalhos. O perito deverá responder os citados quesitos em laudo fundamentado, no qual mencionará tudo o que ocorreu nas vistorias feitas, análises realizadas, e suas conclusões. O laudo deverá ser entregue no respectivo cartório, possibilitando às partes o conhecimento de seu teor, abrindo-lhes a oportunidade da apresentação dos pareceres críticos, elaborados por seus assistentes técnicos. Algumas empresas da área química, geralmente de grande porte, mantêm o hábito de designar como assistentes técnicos os profissionais de seus quadros, prática desaconselhada por Morata. “Isso é um grande erro, porque esses especialistas conhecem as empresas em seus mínimos detalhes, porém não estão familiarizados com os ritos judiciais, podendo provocar prejuízos para seu empregador”, explicou.

Para a engenheira química, advogada, perita e professora de direito ambiental Suely de Camargo, além de conhecimento técnico e noções de direito, espera-se mais de um perito. “O candidato a essa função deve possuir conduta irrepreensível, antes, durante e depois da nomeação, pois a qualquer momento o magistrado poderá destituí-lo”, disse. Embora nomeado nos autos, o perito deverá se declarar impedido, caso tenha vínculo de parentesco, seja amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer dos litigantes. “Ter mantido nos cinco anos precedentes relação de emprego ou negócios com uma das partes também é motivo para impedimento”, acrescentou.

A importância da Química na Nossa Vida

A Química é uma ciência experimental, cujos reflexos se percebem, através de distintas maneiras em nossa vida cotidiana. Essa grande ciência está presente ativamente em vários setores de nossa modernidade. São eles: combustíveis, plásticos, tintas, saúde, alimentos, petroquímica, corantes, adesivos, bebidas, materiais de limpeza, etc. Sabendo aproveitá-la do melhor modo possível, nos trará grandes benefícios, como o a aperfeiçoamento dos confortos humanos, declínio do número de mortes devido a evolução da medicina. Ao contrário, com base na extração inadequada das substâncias químicas existentes na natureza e visando somente interesses políticos e econômicos, sem se preocupar com efeitos indesejáveis e prejudiciais, ocasionarão doenças e morte de vidas aquáticas, tendo como principal causadora a poluição.

Através disso, comprovamos que essa ciência está presente em praticamente tudo que aproveitamos para viver. Basta notarmos embalagens de alimentos, rótulos de produtos de limpeza, etiquetas de roupas, bulas de remédio, os quais indicam que contêm substâncias químicas envolvidas. Muitas empresas ainda querem iludir uma boa parte da população, insistindo em vender alimentos isentos de química, uma grande inverdade, pois tudo que existe no mundo é formado por matéria química.

Observando nossas atividades diárias, verificamos que ao escovarmos os dentes, nos alimentos, quando utilizamos um meio de transporte, quando necessitamos de algum medicamento, ao ouvirmos uma musica, ao usarmos substâncias que permitem a limpeza e higienização de nossos ambientes, quando trajamos roupas, quando vamos ao supermercado, etc. Em tudo que acabamos de mencionar e muito mais, existem produtos com substâncias químicas. Como realizaríamos estas e muitas outras ações mencionadas sem empregar princípios, materiais ou elementos químicos? Certamente seria impossível e esse trajeto inatingível. Não usaríamos o flúor, o bicarbonato de cálcio, componentes do creme dental. Haveria falta de certos nutritivos devido a carência de alguns elementos químicos essenciais. Sem a extração de respectivas substâncias químicas na natureza não teríamos o remédio. Sem as reações químicas que ocorrem na pilha que se transforma em corrente elétrica, nossos eletrônicos não funcionariam. Com a ausência de detergentes, alvejantes, desinfetantes, nossos lares não seriam tão limpos. A confecção de roupas seria irrealizável sem o algodão e a lã. No supermercado, a maioria dos produtos provém de de indústrias químicas, sem estas provavelmente só venderiam produtos adquiridos diretamente da natureza. Em nossas casas existem também muitos materiais químicos, principalmente no tijolo, na areia, no cimento, na madeira, no vidro, etc.