“Água em pó” pode ser a salvação do meio ambiente

É uma substância absolutamente incomum, mas com potencial para ser quase tão útil quanto sua irmã mais molhada.

A água em pó, ou “água seca“, poderá ser usada para absorver e armazenar o dióxido de carbono (CO2), o gás de efeito estufa que contribui para o aquecimento global.

Usos da água em pó

Mas o pó brilhante, parecido com açúcar, parece promissor para uma série de outros usos. Por exemplo, na química verde, como um componente mais ambientalmente amigável para acelerar as reações químicas utilizadas para fabricar inúmeros produtos.

A técnica de fabricação da água em pó também poderá ser empregada para acondicionar e transportar líquidos industriais perigosos, que poluem o meio ambiente e causam grandes transtornos quando acontecem acidentes com vagões e caminhões que os transportam.

“Não há nada parecido como ela,” disse Ben Carter, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, ao apresentar a água em pó durante a reunião da Sociedade Norte-Americana de Química. “Mas temos esperanças de ver a água seca fazendo grandes ondas no futuro.”

O que é água seca

Carter explicou que a substância ficou conhecida como água seca porque ela consiste em 95 por cento de água e, ainda assim, é um pó seco.

Cada partícula do pó contém uma gota de água cercada por sílica modificada – a sílica, ou óxido de silício, é o principal componente da areia de praia. O revestimento de sílica impede que as gotas de água se combinem e voltem a formar um líquido.

O resultado é um pó fino, com propriedades que o tornam capaz de absorver grandes quantidades de gases, que se combinam quimicamente com as moléculas de água para formar o que os químicos chamam de hidrato.

Estranha quanto possa parecer, a água seca, ou água em pó, não é algo novo. Ela foi criada em laboratório em 1968, mas a dificuldade de fabricação manteve-a restrita a uma curiosidade científica. Em 2006, cientistas da Universidade de Hull, também no Reino Unido, resolveram estudar sua estrutura.

A partir de então, o grupo do professor Andrew Cooper, do qual Carter faz parte, tem-se dedicado a aprimorar as técnicas de fabricação da água seca e encontrar usos industriais para ela.

Metano e química verde

Um dos usos mais promissores envolve o uso da água seca como um material de armazenamento de gases, incluindo o dióxido de carbono. Em escala de laboratório, os pesquisadores descobriram que a água seca absorve mais de três vezes mais dióxido de carbono do que a água comum com sílica.

Esta capacidade de absorver grandes quantidades de dióxido de carbono na forma de um hidrato pode tornar o de água útil para ajudar a reduzir o aquecimento global, sugerem os cientistas.

A água seca também é útil para o armazenamento de metano, um componente do gás natural, o que ajudar a expandir a sua utilização como fonte de energia no futuro. Os cientistas acenam com a possibilidade de usar o pó para coletar e transportar gás natural de depósitos economicamente inviáveis.

Esse hidrato de metano existe de forma natural no fundo do oceano, sob uma forma de metano congelado mais conhecida como “gelo que queima”.

A água em pó também pode fornecer uma maneira mais segura e mais conveniente para armazenar o metano para seu uso como combustível em automóveis.

Com interesse para a indústria química, os cientistas demonstraram que a água seca é um meio promissor para acelerar reações catalisadas entre o hidrogênio e o ácido maleico para produzir ácido succínico, uma matéria-prima usada na fabricação de medicamentos, alimentos e outros bens de consumo.

Os cientistas agora estão procurando parceiros comerciais e acadêmicos para desenvolver a tecnologia da água seca e, finalmente, fazê-la chegar ao mercado.

Por: Inovação Tecnológica

FISPQ E FICHA DE EMERGÊNCIA

A FISPQ (Ficha de Segurança de Produtos Químicos) é uma norma brasileira (ABNT NBR 14725) que já está em vigor desde 1994. Ela fornece informações sobre vários aspectos de produtos químicos (substâncias ou misturas) quanto à segurança, à saúde e à proteção do meio ambiente. A FISPQ E FICHA DE EMERGÊNCIA fornece, para esses aspectos, conhecimentos básicos sobre os produtos químicos, recomendações sobre medidas de proteção e ações em situações de emergência. Em alguns países esta ficha recebe o nome de SDS (Safety Data Sheet).

A elaboração desta norma foi norteada por algumas premissas básicas do Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals  (GHS).

A PPC CONSULTING está pronta para atender sua empresa na realização dos estudos físicos, químicos, toxicológicos e ecotoxicológicos de substâncias químicas necessários para a confecção da FISPQ E FICHA DE EMERGÊNCIA. Nossa equipe está em constante atualização sobre o assunto para melhor atendê-lo. Contate-nos!

Por Engº Químico Pedro Paulo Costa Leal

Senadores aprovam partilha,distribuição de royalties do petróleo

BRASÍLIA (Reuters) – O Senado aprovou nas primeiras horas desta quinta-feira o projeto de lei que institui o sistema de partilha de produção de petróleo no Brasil e o Fundo Social. Os senadores também decidiram incluir uma emenda que autoriza a redistribuição dos royalties do petróleo para todos os Estados e municípios.

O governo era contra a inclusão do tema dos royalties no projeto. O relator da proposta, Romero Jucá (PMDB-RR), que também é líder do governo no Senado, levou ao plenário um texto que juntava partilha e Fundo Social, mas que excluía a questão dos royalties, que seria analisada posteriormente.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), no entanto, apresentou uma emenda ao texto principal retomando a idéia que tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados, de distribuição igualitária dos royalties entre todos os entes da Federação.

Os senadores aprovaram o texto base formulado por Jucá por 38 votos favoráveis e 31 contrários, e a emenda Simon passou com 41 votos a favor e 28 contra.

A emenda estipula ainda que os royalties que deverão ser redistribuídos valem também para as áreas que já foram licitadas pelo governo, o que poderá gerar perdas bilionárias para os principais Estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santos.

Senadores desses Estados ameaçaram questionar a constitucionalidade da mudança.

“O Rio de Janeiro sofreu a maior agressão da história. O Estado e os municípios do Rio perdem 10 bilhões de reais. É o caos”, disse o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

“A expectativa é que Lula vete, mas o Espírito Santo já vai entrar com uma ação de inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal)”, disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

O líder do governo afirmou que o presidente Lula deverá vetar a proposta se ela for mantida em nova votação na Câmara (o texto terá de voltar à análise dos deputados devido às alterações feitas no Senado).

“Um projeto mal feito, onde a União terá que arcar com prejuízos de Estados e municípios produtores, o governo veta”, disse Jucá.

O senador Pedro Simon, em pronunciamento no Senado defendendo a emenda, disse que ela parcialmente corrigiria a distorção que segundo ele existe na distribuição dos recursos no Brasil.

“O que se achou, de certa forma, é que esse projeto poderia fazer um ajuste tributário de uma distribuição estúpida”, disse Simon. “Estaremos fazendo, pela primeira vez, uma justiça distributiva. Pela primeira vez a União vai abrir um pouco a mão”, acrescentou.

Quer trabalhar no setor do Petróleo e Gás? Então conheças o Prominp.

Prominp - Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, foi instituido pelo Governo Federal Através do Decreto n º 4.925, do dia 19 de dezembro de 2003, com o objetivo de maximizar uma participação da indústria nacional de bens e serviços, em bases competitivas e sustentáveis, na implantação de projetos de petróleo e gás natural no exterior e no Brasil.

Desde essa data, o Governo Federal vem implementando uma política de conteúdo local, nenhum setor de petróleo e gás natural com o objetivo de ampliar uma participação da Indústria Nacional no Fornecimento de Serviços e Bens, em bases competitivas e sustentáveis, a fim de traduzir os Investimentos do Setor em geração de emprego e renda para o país.

Para tanto, buscando vencer um período superior Uma Uma década de volumes de investimentos Modestos mais no Setor de Petróleo e Gás e de baixo nível de compras de bens e serviços No mercado doméstico, com consequentes reflexos na Capacidade de produção industrial do País, mostrou — – Necessária se uma ação de fortalecimento da Indústria Nacional de Bens e Serviços, com o objetivo de colocá-la em um nível de competitividade de classe mundial. Neste movimento se insere uma criação do Prominp.

E outra, o Prominp já prepara seu Edital de 2010 e sairá muito em breve. 

Mas informações entre no site: http://www.prominp.com.b

Setores que mais empregaram nos últimos sete anos

mão de obraEm 2008, o Brasil alcançou a marca de 39,442 milhões de empregos formais, entre celetistas (com carteira assinada) e estatutários (servidores públicos), aumento de 1,834 milhões (4,88%) em relação a 2007, quando foram registrados 37,607 milhões de trabalhadores com vínculos formais no País. Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2008), divulgados na última quinta-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Entre 2003 e 2008, o número de empregos gerados foi de 10,7 milhões.

Do total de 1,834 milhão de empregos gerados, 1,698 milhão foram celetistas e 135,9 mil correspondem a vínculos empregatícios estatutários. O crescimento do emprego contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008. Os maiores ganhos na média salarial foram registrados no Piauí (8,61%), impulsionados pela elevação nos rendimentos dos serviços médicos e odontológicos.

A Rais é o instrumento do Governo Federal utilizado para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. Em 2008 foram identificados 16,903 milhões de trabalhadores que tinham direito ao benefício. Declararam a Rais no ano passado 7,143 milhões de estabelecimentos, sendo 3,085 milhões com empregados e 4,058 milhões sem empregados contratados, crescimento de 3,7% em relação a 2007.

Setores – Com alta de 18,33% em 2008, a Construção Civil foi o setor de atividade econômica que apresentou maior crescimento em comparação com 2007. Todos os setores da economia apresentaram resultados positivos, com o bom desempenho do mercado interno. O grande impulsionador do mercado em 2008, em termos absolutos, foi o setor de Serviços, que, sozinho, empregou 645,6 mil trabalhadores, alta de 5,41%. Em seguida, aparecem Comércio, com 483,2 mil postos (7,06%); Construção Civil, com 296,6 mil (18,33%); Indústria de Transformação com 228,7 mil (3,23%); e, Administração Pública, com 111,7 mil empregos (1,36%).

Pessoas com deficiência - Segundo a Rais 2008, 323,2 mil pessoas com deficiência estão ativas no mercado de trabalho. A inclusão está prevista na Lei 8.231, criada para garantir uma oportunidade de emprego para trabalhadores com este perfil. O levantamento da Rais 2008 mostra que os trabalhadores com deficiência física representam 55,24% desse total. Em seguida, estão os trabalhadores com deficiência auditiva, 24,65%; e com deficiência visual, 3,86%. Os trabalhadores com deficiência mental representam 3,37% e os com deficiências múltiplas, 1,09% do total. Na situação de reabilitados, foram declarados 11,78%.

Mulheres – Em 2008, a força de trabalho feminina cresceu mais do que a masculina, segundo os dados da Rais. O aumento registrado foi de 5,5% para elas, frente a 4,4% para os homens.
A força de trabalho feminina continua preponderante em relação à dos homens nos níveis de instrução Superior Incompleto e Completo. O número de mulheres com terceiro grau completo é de 3,6 milhões, contra 2,5 milhões de homens com o mesmo grau de instrução.

Negros – O maior aumento nos rendimentos médios, 5,72%, foi registrado entre os trabalhadores que se declararam negros. O percentual é superior à média de remuneração de todas as raças somadas, que foi de 2,67%. A remuneração dos trabalhadores negros subiu de R$ 916,77 para R$ 969,24. Os trabalhadores que se dizem pardos tiveram aumento de 4,83% e os que se declaram brancos registraram menor percentual de aumento real: 1,88%. Apesar do modesto aumento, os rendimentos médios dos vínculos empregatícios dos trabalhadores brancos ainda são 50% superiores aos daqueles classificados como negros e 43,7% acima dos que se consideram pardos. Em relação a 2007, verifica-se redução da desigualdade entre os rendimentos de brancos e negros (55,7%) e brancos e pardos (47,8).

Fonte: Revista INCorporativa

Crise econômica derruba comercialização do diesel

Redução do consumo de Óleo Diesel

Redução do consumo de Óleo Diesel

ANP aponta maior preferência pelo etanol

Alta nas vendas de etanol, queda na comercialização do óleo diesel. A crise econômica mundial e a desaceleração da economia derrubaram as vendas do diesel no primeiro semestre deste ano, segundo informação divulgada nessa segunda, dia 10, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

De acordo com o levantamento, o consumo de álcool hidratado e anidro somados passou o de gasolina em março de 2008. Desde então, esta diferença só vem aumentando.

A agência considera que a gasolina hoje se tornou um combustível alternativo no mercado de veículos leves, que é dominado pelo etanol. A constatação aparece nos números.

O total do etanol negociado no país teve um acréscimo de 17,7% no primeiro semestre de 2009 em relação ao mesmo período no ano passado. Somente o álcool hidratado, utilizado para abastecer carros flex, cresceu 26,5%, enquanto o de anidro, acompanhou a estabilidade da gasolina, com alta de 0,1% no período.

A pesquisa revela ainda que a desaceleração econômica vem reduzindo as vendas de óleo diesel. Os elevados níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas foi, segundo a ANP, o principal fator de retração no consumo do diesel, que teve queda de 8,6% no período.

A queda no volume comercializado nos seis primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2008, foi de 4,8%.

No entanto, desde março de 2009 já houve uma retomada nas vendas de diesel, de 16% em relação a fevereiro. A expectativa da agência é de uma recuperação do mercado agora no segundo semestre.

Por CANAL RURAL

AUDITORIA AMBIENTAL – Como realizar uma.

Auditoria Ambiental1. CONCEITO

A auditoria ambientla consiste no processo sistêmico de inspeção, análise e avalição das condições gerais ou específicas de determinada empresa, referente a fontes poluidoras, eficiência do controle de poluentes, riscos ambientais e legislação ambiental ou ainda do desempenho ambiental da empresa.

Esta tem como objetivo caracterizar a situação da empresa para fornecer diagnóstico da situação atual no que diz respeito a poluição do ar, águas e resíduos sólidos, favorecendo a definição das ações de controle e gerenciamento de medidas para proporcionar uma melhoria ambiental.

 1.1. Divisão das Auditorias

- Auditoria dos Impactos Ambientais:

Aqui é feita avaliação dos impactos ambientais no ar, água, solo e comunidade de determinada unidade insdustrial ou de determinado processo para controle da poluição, com fins de reduzir impactos.

- Auditoria dos Riscos Ambientais:

Aqui é feita avalição dos riscos ambientais reais ou potenciais de uma fábrica ou de um processo industrial específico.

- Auditoria da Legislação Ambiental:

Aqui é feita avalição da situação ambiental da fábrica ou organização em relação ao cumprimento da legislação vigente.

- Auditoria do Sistema de Gestão Ambiental:

Aqui temos uma ferramenta de gestão que avalia sistematicamente o sistema de gestão e o desempenho ambiental de uma empresa, se está em acordo com sua política ambiental.

 2. PRECAUÇÕES E VANTAGENS DA AUDITORIA AMBIENTAL

  • Melhoria do controle de poluição na empresas;
  • Verificação das condições da empresa em relação à legislação ambiental;
  • Sustituição parcial do governo na legislação ambiental;
  • Avalição dos riscos existentes e da vulnerabilidade da empresa;
  • Priorização de atividades  e verbas para o controle ambiental;
  • Dotação adequada de verbas para o controle ambiental;
  • Verificação da condição ambiental de unidades a serem adquiridas e avalição de alternativas de crescimento.;
  • Corte de gastos desnecessários, fevorecendo ações econômicas e eficazes, reduzindo desperdícios;
  • Melhora na relação empresa-governo e vice versa;
  • Atendimento à legislação de forma sistemárica e consistente;
  • Fornecimento de uma terceira visão do problema ambiental (do auditor);
  • Maior credibilidade e maior flexibilidade nas exigências da fiscalização;
  • Proteção e melhoria da imagem da empresa junto a comunidade.

 3. PRECAUÇÕES IMPORTANTES

  • Confidencialidade em relação aos segredos industriais e as informações sensíveis à opnião pública;
  • Cuidados com a divulgação pública;
  • A empresa deve contratar auditores qualificados;
  • Apontando os problemas e não havendo correção, fica difícil a defesa legal em caso de problemas, como acidentes, por exemplo;
  • Analisar o custo-benefício da auditoria,  principalmente nas empresas menores.

4. ETAPAS DA AUDITORIA

     -  Fixação dos objetivos da auditoria

  •    A alta direção deve definir o que espera da auditoria

    -  Formação da equipe auditora 

    -  Planjemanto dos trabalhos

  • Atividades a serem executadas;
  • Áreas a serem verificadas;
  • Pessoas envolvidas;
  • Pessoas a serem envolvidas;
  • Cronograma de execução.

    -   Revisão da pré-inspeção

  • Briefing para a equipe auditora;
  • Coleta e revisão de infromações já existentes;
  • Legislação aplicável.

   -  Preparar check-list para inspeção

   -  Visita as instalações

   -  Solicitação de informações adcionais

   -  Análise e conclusões preliminares

   -  Discussões

   -  Elaboração do relatório final.

Por Pedro Paulo Costa Leal e Luana Leal

Tire suas dúvidas conosco!

ppc.costa@gmail.com ou lealsluana@yahoo.com.br

      

Petróleo e etanol devem dar novo status ao Brasil até 2020

O potencial energético do Brasil, ampliado com as recentes descobertas de petróleo e gás na camada pré-sal e a produção de etanol, deverá transformar o país em exportador de energia até 2020.

A mudança de status deverá colocar o Brasil em posição de destaque no cenário mundial.

Entre os grandes emergentes que formam o grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), somente os russos, que têm grandes reservas de gás e petróleo, são exportadores líquidos de energia.

Um relatório com projeções até 2030 elaborado em conjunto pela consultoria Ernst & Young Brasil e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que o consumo doméstico de energia poderá crescer a uma média de 3,3% ao ano, ante um aumento médio de 4,2% na produção, o que geraria excedente de petróleo e etanol para o mercado externo.

De acordo com esse estudo, novos investimentos em refino de petróleo no Brasil também deverão resultar em um combustível de condições técnicas adequadas às exigências do mercado internacional.

“Grandes volumes de gasolina brasileira devem ser exportados”, diz o relatório, “chegando a 9,3 bilhões de litros em 2030″.

Déficit

Atualmente, o Brasil já exporta petróleo. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), em 2008 o Brasil exportou 158,1 milhões de barris, com receita de US$ 13,6 bilhões. Mas também importou 147,9 milhões de barris, ao custo de US$ 16,3 bilhões.

No entanto, o déficit na balança ocorre porque o petróleo exportado pelo Brasil é do tipo pesado, de menor valor de mercado, e o país ainda precisa importar o petróleo leve, que é mais caro.

A transformação do Brasil em grande exportador marca uma grande evolução em relação a um passado não muito distante.

“Na década de 70, duas fontes dominavam a matriz energética brasileira: lenha e petróleo”, diz Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A grande dependência de uma fonte fez com que em 1973 o primeiro choque do petróleo afetasse fortemente o país.

Uma das razões do avanço do país no setor nas últimas décadas foi o investimento na diversificação.

“O Brasil tem hoje uma das matrizes mais renováveis do mundo – 46% é de fontes renováveis. A média mundial é de 13%”, afirma o presidente da EPE.

Etanol

Uma das grandes apostas do governo brasileiro, o etanol vem ganhando destaque no cenário mundial em meio a discussões sobre mudanças climáticas, a crescente demanda internacional por fontes de energia mais limpas e a preocupação dos países em reduzir sua dependência de petróleo.

Ao contrário, por exemplo, dos Estados Unidos, que produzem etanol à base de milho, também utilizado para alimentação, o Brasil usa como matéria-prima a cana-de-açúcar, considerada mais eficiente por especialistas e com maior poder de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Estados Unidos e União Européia têm programas para promover o consumo de biocombustíveis e deverão aumentar a mistura de etanol nos próximos anos.

Segundo o relatório da Ernst & Young, as exportações brasileiras do produto deverão crescer 8,9% ao ano.

O etanol tem ainda o desafio de se tornar uma commodity global.

As barreiras enfrentadas pelo produto no mercado internacional, como tarifas de importação, “deverão ser reduzidas gradualmente”, segundo a projeção da Ernst & Young .

Além disso, avanços tecnológicos nos próximos 10 anos, como o etanol de segunda geração, produzido a partir de materiais hoje descartados, como sobras de colheita ou palha e bagaço de cana, deverão permitir aumentar a produção sem necessidade de ampliação de área.

A previsão do governo brasileiro é de aumentar a produção de etanol em mais de 150% até 2020.

Mesmo com todos os avanços, porém, o mercado de etanol ainda é pequeno. Calcula-se que todos os biocombustíveis não representem nem 1% do peso do petróleo.

Segundo o presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Marcos Jank, imaginar que o crescimento do etanol significa uma substituição do petróleo “é besteira”.

Pré-sal

Com a descoberta de enormes reservas na camada pré-sal, que se estende por 800 quilômetros entre Espírito Santo e Santa Catarina, o Brasil deve ganhar uma posição de destaque também no mercado internacional de petróleo.

Ainda não há um cálculo preciso sobre o volume dessas reservas, mas algumas estimativas chegam a apontar que a camada pode abrigar, no total, até 100 bilhões de barris, o que deverá consolidar o Brasil como potência energética.

Há dificuldades, porém. As reservas estão a uma profundidade de 7 quilômetros abaixo do leito do mar, e a tecnologia de exploração é cara.

“A viabilidade de exploração depende não só encontrar reservas, mas de viabilizar as reservas em função dos aspectos econômicos da sua exploração e produção e também dos aspectos tecnológicos”, diz José Carlos Pinto, sócio da Ernst & Young.

Segundo ele, é necessário um preço de mercado que seja superior ao custo de produção, além de capacidade tecnológica para viabilizar a produção e a extração.

Há cálculos que indicam necessidade de investimentos de até US$ 1 trilhão para explorar a camada pré-sal. O governo já afirmou que a exploração é viável com o preço do barril em torno de US$ 40.

“Há tendências que indicam que os custos de exploração e produção estão se reduzindo substancialmente, talvez também impactados pela crise”, afirma o representante da Ernst&Young. “O que também reduz o patamar mínimo em que o preço de mercado do petróleo viabilizaria (a exploração do pré-sal).”

Alessandra Corrêa

Da BBC Brasil

AVALIAÇÃO AMBIENTAL INICIAL

A avaliação ambiental inicial (AII) fornece a base para o SGA, uma vez que informações sobre emissões, lixo, problemas ambientais potenciais, ocorrência anteriores de acidentes, questões de saúde, sistemas de gestão serão obtidas e analisadas (se existir), leis e regulamentações aplicáveis.

 

Em geral há limitação do conhecimento dos aspectos e impactos ambientais de atividades e produtos no meio ambiente, bem como do meio ambiente nas atividades e produtos fabricados. A busca desse conhecimento é a base de um programa ambiental. Ele habilita a empresa a concentrar-se nos assuntos mais importantes.

 

O primeiro passo é avaliar o atual estado ambiental da empresa. Essa avaliação inicial é “o meio pelo qual uma organização estabelece sua posição em relação ao meio ambiente” (NBR-ISO 14004: Sistemas de Gestão Ambiental – guia geral dos princípios, sistemas e técnicas de apoio), ou seja, consiste em: uma análise inicial detalhada das questões, desempenho, aspectos e impactos ambientais e das atividades controladas da empresa.

 

1. A Avaliação Ambiental Inicial AAI deve abranger quatro áreas:

 

Identificação e avaliação das questões potenciais de interesses ambientais originadas das operações (por exemplo, quais substâncias e resíduos gerados podem prejudicar a saúde humana e/ou o meio ambiente);

 

Gestão, práticas operacionais e procedimentos existentes (exemplo, quem é responsável pelo despejo de resíduos perigosos e como esses resíduos são dispostos no local; quais as questões ambientais relacionadas às atividades da empresa e, ainda, a existência de outros sistemas de gestão, como da qualidade, Brigada de Emergência, Cipa, entre outros);

 

Acidentes, incidentes e penalidades ambientais anteriores e medidas de prevenção/ redução resultantes (passivo ambiental); e

 

Exigências legais e regulamentares e sua situação de conformidade legal.

 

A avaliação deve cobrir situações de operações normais e anormais, assim como as emergenciais, que precisarão ser definidas (por exemplo, incêndios, enchentes, terremotos, explosões, vazamentos, vandalismo).

 

A ênfase, no entanto, será dada aos aspectos ambientais da empresa. A importância desses aspectos é determinada pela avaliação da relevância dos impactos ambientais.

 

O benefício principal de uma AAI é que ela identifi ca exatamente onde a operação

se posiciona em relação ao meio ambiente, ou seja, ela identifi ca a situação ambiental da empresa naquele momento (onde estamos).

Em particular, ela geralmente abrange:

  • Identificação das exigências legais e regulamentares; 
  • Identificação (rápida) dos aspectos ambientais e seu significado; 
  • Avaliação do desempenho cotejado com os critérios relevantes; 
  • Práticas e procedimentos de gestão ambiental existentes; 
  • Identificação das políticas e procedimentos existentes que lidem com serviços de contrato e procuração; 
  • Resposta à investigação de incidentes anteriores ou não-cumprimento das obrigações; 
  • Oportunidades e vantagens competitivas; 
  • A visão das partes interessadas; e 
  • Funções ou atividades ou outros sistemas organizacionais que possam proporcionar ou impedir o desempenho ambiental.

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Ações para desenvolvimento de SGA (Sistema de Gestão Ambiental)

Veremos agora as ações para desenvolver o Sistema de Gestão Ambiental de uma empresa. Para isso nada melhor que nosso velho conhecido CLICO PDCA, o qual falaremos agora.

Algumas empresas começam a desenvolver seus sistemas de gestão ambiental a partir do zero. Muitas delas se não a maioria, jhá tem alguns procedimentos administrativos ou elementos de sistema que as levam, conveientemente, à incorporação dos assuntos ambientais.

As ações para implementação da SGA são as seguintes:

1º Planejamento (Plan): Inclui a identificação e classificação dos aspectos ambientais, o levantamento dos requisitos legais aplicáveis e a definição de objetivos e metas ambientais. Ou seja: (Onde estamos agora e onde queremos ir?)

. Fazer Avaliação Ambiental Inicial: é compreender a posição ambiental atual da empresa.

. Obter uma Visão Clara do Futuro Próximo: compreender os prováveis aspectos e impactos ambientais futuros e suas implicações na empresa.

. Estabelecer uma Política Ambiental: definir como a empresa irá reagir com as questões ambientais atuais e futuras, antecipando-se a elas.

Vale lembrar que no desenvolvimento dos objetivos e metas, plano de ação e procedimentos estratégicos estão relacionados entre sí.

2º Ação (Do): Nesta fase, o levantamento das atividades, sua descrição, incluindo sua interação com o meio ambiente, é a parte principal. A partir daí é que as outras atividades dessa etapa se desenvolvem.

São elas:

. Estrutura e responsabilidade;

. Treinamento, concientização e competência;

. Comunicação: interna e externa;

. Documentação do SGA;

. Controle dos documentos;

. Controle Operacional – procedimentos, critérios, fornecedores, contratados;

. Emergência: preparo e respostas.

3º Verificação (Check): São empreendidas ações de monitoramento e medição conforme padrôes ou requisitos legais, são levantadas não conformidades, gerados registros faz-se uma auditoria do sistema para avaliação da eficácia da sua implantação e maturidade. Os resultados são analisados junto a direção da empresa, que promove uma análise crítica e determina mudanças de rumo quando necessário e ou melhorias e ajustes do sistema.

São elas:

. Monitoramento e Medição;

. Não conformidades, ações preventivas e corretivas;

. Registros;

. Auditorias do SGA.

4º Aperfeiçoamento/Melhoria: Quaisquer deficiências ou imprevistos identificados são corrigidos, o plano de ação deve ser revisado e adaptado as novas circunstâncias, e os procedimentos são melhorados ou reorientados se necessário.

São elas:

. Checar continuamente a adequação e efetividadedo SGA;

. Análises documentadas;

. Atentar para as mudanças de política ambiental;

. Identificar Oportunidades.